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: EXTRAS

. 3 temas ao vivo gravados em Los Angeles 1973, ano da estreia discográfica de Springsteen.

. Livro com 48 páginas com fotografias nunca antes publicadas.


© 2005

: CURIOSIDADES


. O concerto de Londres 1975 é o segundo registo em video ao vivo a ser editado na íntegra. O primeiro foi o DVD Live in Barcelona, lançado em 2003.

. Apesar disso, esta é a primeira gravação a ser disponibilizada oficialmente em mais de 20 anos de carreira.

. O CD remasterizado, incluindo a capa, é uma cópia fiel da edição em vinil lançada há 30 anos.

DVD's

The Complete Video Anthology / 1978-2000 Blood Brothers Live in New York City Live in Barcelona In Concert - MTV Plugged Devils & Dust VH1 Storytellers
Born to Run - 30th Anniversary We Shall Overcome: The Seeger Sessions We Shall Overcome: The Seeger Sessions - American Land Edition Live in Dublin Working on a Dream London Calling: Live in Hyde Park The Promise The Promise

BORN TO RUN - 30TH ANNIVERSARY EDITION



TEMAS


BORN TO RUN
(CD REMASTERIZADO)

. Thunder Road
. Tenth Avenue Freeze-Out
. Night
. Backstreets
. Born to Run
. She's the One
. Meeting Across the River
. Jungleland


DVD 1

. Concerto integral ao vivo no Hammersmith Odeon, Londres 1975:

. Thunder Road
. Tenth Avenue Freeze-Out
. Spirit in the Night
. Lost in the Flood
. She's the One
. Born to Run
. The E-Street Shuffle
. It's Hard to be a Saint in the City
. Backstreets
. Kitty's Back
. Jungleland
. Rosalita (Come Out Tonight)
. 4th of July, Asbury Park (Sandy)
. Detroit Medley
. For You
. Quarter to Three

DVD 2

Documentário sobre a gravação do álbum "Born to Run", incluindo entrevistas com todos os protagonistas, e ainda 3 temas gravados ao vivo no Ahmanson Theater, Los Angeles 1973:

. Spirit In The Night
. Wild Billy's Circus Story
. Thundercrack

A VOZ DOS FÃS


OS 30 ANOS DE "BORN TO RUN"

2005 tem sido um excelente ano para Bruce Springsteen: lançou “Devils and Dust”, um dos melhores discos da sua carreira, fez uma tournée fantástica como comprovámos em Madrid e celebra, agora, o 30º aniversário de “Born to Run”, o seu álbum mais simbólico e aquele que o lança para o estrelato. Mas nem tudo foram rosas...

Em 1975, Springsteen estava à beira da bancarrota. Devia dinheiro à companhia discográfica e à banda. Os seus dois discos anteriores tinham vendido uns míseros 22.000 exemplares – somados! A Columbia, sua companhia discográfica, não queria apostar nele, mas antes no emergente “Piano Man”, Billy Joel. Entretanto, o tempo passado a gravar este terceiro trabalho era já infindável, já tendo ultrapassado um ano. O stress era enorme e a pressão para acabar o trabalho era tremenda. Como ele próprio confessaria, era o disco do “tudo ou nada”. Ou era um sucesso ou carreira dele acabaria ali mesmo.

A ideia de Springsteen era de conceber o melhor álbum rock de todos os tempos, que “tivesse o swagger de Presley, a poesia de Dylan e o som de Spector”. Tudo parecia empancado com a editora e com o seu manager Mike Appel. Isto até surgir Jon Landau, jornalista da Rolling Stone, que havia escrito a profética e lendária frase: “Eu vi o futuro do rock n’roll e o seu nome é Bruce Springsteen”. A partir de então, Landau foi tudo, desde amigo, confidente, guru, manager e foi ele quem soube, sabiamente, alimentar a carreira de Springsteen, pondo-o a ver filmes de John Ford e colocando-o em contacto com muita da cultura americana que o futuro “The Boss” ainda desconhecia. Uma vez em acção, Landau mexeu as cordas certas e o álbum foi para a rampa de lançamento, sem antes terem chamado Roy Bittan e Max Weinberg para teclas e bateria, respectivamente, e que com Little Steven e Clarence Clemons formariam a fabulosa E-Street Band, sobre a qual Bono diz que “não há ninguém como ela para fazer uma festa”...
O álbum está prestes a sair, mas, preparando a grande explosão, são distribuídas cópias avulsas do tema-título, ao mesmo tempo que Springsteen é capa, na mesma semana, da TIME e da Newsweek. Os posters de promoção assustam-no e ele pede para retirarem a frase tornada motto, de Jon Landau.

O sucesso foi enorme, tendo sido o primeiro álbum a receber certificadamente o galardão de platina para vendas superiores ao milhão de unidades. Mas, se a sua carreira estava definitivamente lançada, Springsteen sai desta aventura com tanto dinheiro como havia entrada, isto é, nenhum. O cantor descobre que está completamente amarrado ao contrato com o manager Mike Appel, além de nada receber a título de comissões. A batalha jurídica prolonga-se. No final, Springsteen consegue a sua libertação profissional, mas perde os direitos dos três primeiros discos.
É tempo, então, de nascer outra vez, desta vez “born to run”.

Mas o que é que faz de “Born to Run” o álbum mítico que hoje é? Por mim, ainda considero como a sua obra-prima “Nebraska”, o disco que antecedeu o sucesso planetário de “Born in the USA”. Mas aceito que foi com “Born to Run” que a temática e o imaginário do cantor ficaram cristalizados. Foi aí que ele afirmou, em “Thunder Road”, que “I’ve got this guitar and I’ve learn how to make it talk”, ou seja, é o álbum de passagem para a idade adulta. É aqui que tudo quanto é mito americano ganha vida sob a forma de canção. É o jovem preocupado com as namoradas, os amigos que não têm emprego mas que mantêm e celebram uma profunda amizade, são retratos semi-amargos de uma realidade americana que Springsteen conhecia bem da sua New Jersey natal, mas que ninguém se dava ao trabalho de pintar ou contar. Greil Marcus, crítico da Rolling Stone, escreveria em Setembro de 1975, na análise ao álbum, que “the stories Springsteen is telling are nothing new, though no one has ever told them better or made them matter more”.
“Born to Run” tem apenas oito músicas. Abre acústico, com o piano solo de “Thunder Road”, cuja letra todo o fã sabe de cor e salteado:

“The screen door slams
Mary's dress waves
Like a vision she dances across the porch
As the radio plays
Roy Orbison singing for the lonely
Hey that's me and I want you only (…)

Segue-se “Tenth Avenue Freeze-Out”, sobre a confusão citadina, “Night” onde a noite é o refúgio e a paz, “Backstreets” contando a vida dos jovens desempregados que deambulam pelas ruas secundárias da grande cidade, "Born To Run", extraordinário hino à liberdade, “She's The One” sobre o amor perfeito, “Meeting Across The River” sobre os pequenos biscates ilegais que se fazem para arranjar algum dinheiro e “Jungleland”, sobre lutas de gangs e fugas à polícia. As composições são complexas, com metais e piano, o que lhe permite fazer uma certa ponte entre o rock e a soul. Aliás, a capa, com a foto do branco Springsteen debruçado sobre o negro Clemons quererá dizer isso mesmo.
Muito boa gente, como Paul Gambaccini, autor do “Top 100 Rock n’Roll Albums of All Time”, considera Bob Dylan e Bruce Springsteen como os “outstanding solo album artists in rock history”. Para mim, algures situado entre o tendencialismo de um fã e um conhecimento mínimo da história do rock, só consigo vir um deles no lugar mais elevado do pódium da história do rock...

Fontes
: 'Rolling Stone', 'Uncut', 'NME - Rock n' Roll Years', 'It Ain't No Sin to Be Glad You're Alive: The Promise of Bruce Springsteen' de Eric Alterman.

Dupont

 

Edição especial com 2 DVD's + 1 CD, comemorativa dos 30 anos de lançamento do terceiro álbum de Bruce, em 1975: "Born to Run".



O primeiro DVD contém a gravação integral do primeiro concerto do Boss em Londres, Inglaterra.



O segundo DVD é preenchido com um documentário sobre as gravações do álbum, com entrevistas de todos os intervenientes, incluindo produtores.



No documentário também é possível ver imagens nunca antes editadas de Bruce com a sua
E Street Band em estúdio, nas sessões de gravação do álbum.



: AGRADECIMENTOS


Dupont, do Blog
"O Vilacondense",
faz uma homenagem sincera ao terceiro trabalho de Bruce Springsteen, na altura do lançamento da edição especial do
30º aniversário.



 
Bruce Springsteen & the E Street Band - Badlands Portugal - 2001/2016

"It ain't no sin to be glad you're alive"
Badlands, Darkness On the Edge Of Town, 1978